Seguindo a dica preciosa das queridas Claudia e Vera Pelegrini, que há 5 anos promovem jantartes (jantar + arte) no Madame, fomos em busca de um sonho de natal diferente. Realmente, só isso explicaria a magnitude da criação do empresário mineiro Bernardo Paz. Ele simplesmente transformou uma grande área agrícola no maior museu de arte contemporânea a ceu aberto. E mais, fez isso tendo a seu lado a esposa e artista das melhores, Adriana Varejão e ninguém menos que Burle Max dando palpitecos nos incríveis jardins. Os pássaros também aprovaram!
Inhotim é daqueles lugares que o museu literalmente abraça suas obras mas sem perder sua expressão. A natureza é des-lum-bran-te e, para quem é “do mato”sinceramente às vezes rouba a cena. São pássaros e lagos e caminhos e sons tantos que um fim de semana passou que nem vimos.
A interatividade com as obras é a tônica, como nessa gigantesca escultura "Beam Drop" (queda de raios) de Chris Burden. Você passeia e se diverte experimentando novas sensações nas instalações e galerias. São artistas e obras famosos no circuito das artes e que já frequentaram algumas de nossas bienais.
A ”primeira dama” de Inhotim, Adriana Varejão, tem uma instalação maravilhosa.
Do singelo ao incrível, tem um pouco de tudo. Veja só o saudoso fusquinha em obra de Jarbas Lopes
E que tal esse jardim suspenso de bolas brilhante de Yayoi Kusama?
Esculturas traquinas fazem cambalhotas no jardim, por Edgard de Souza.
O Centro da Terra de Doug Aitken tem um buraco de 200 m de profundidade, “auscutado”por 60 microfones. Faz um zumbido impressionante…E esta beleza de galeria True Rouge (através do vermelho), de Tunga, muito lúdica.
E os vasinhos de letras interativos de Marilá Dardot que cada um mexe e vai formando palavras…Uma graça! Claro que tem as figurinhas carimbadas da arte contemporânea como Hélio Oiticica, Cildo Meireles e cia. E tudo é tão organizado! Funciona…Tem carrinhos de golf que levam você nas maiores distâncias, por trilhinhas bonitas, enfim, "primeiro mundo", como a gente costuma dizer.
Inhotim fica mais ou menos a 1hora e quarenta minutos do aeroporto de Confins. Mas vale super a pena. Melhor se você alugar um carro. Para não perder tempo, indo e vindo, fique numa pousadinha recomendada pelo museu, nos seus arredores. Lá tem muito abacaxi. Tem que parar e provar essa iguaria local.
Nossa hospedagem foi bem simpática, na Pousada Fazenda Nova Estância, onde experimentamos mais uma “arte”de Inhotim, a cargo do Chef venezuelano Marllony Perez: jiló com sorvete de pimentão e pudim de pão. Que loucura doce, né? Receita secreta, mas olha que estava bem gostoso e não deu azia…rsrsr Enfim é uma boa experiência slow food em meio a natureza. Tudo simples, mas cuidadinho…Até com chuva vale a pena!
Enfim, são coisas assim que nos fazem pensar que sonho de natal existe! Boas Festas! Até 2012!
Saiba Mais, programe-se e prestigie:
http://www.inhotim.org.br
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